sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Asamao: para alçar vôos

“Não é minha essa mão, não é essa minha mão!”
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Entre beijos e cigarros
Seu corpo repousa. No interior, pela janela, uma luz de prata cobre seu rosto. Não passa muito disso: Eu observo, você dorme.
Passa ano. Passarinho. Pouso no seu canto. O fim abre espaço para o nascimento. Aborto a dor, a solidão e recrio um mundo preparado para o amor.
Pelo cigarro de antes, pelo beijo de depois
Nada virá sem carinho, como as águas mansas do ribeirinho.
Garotos puxam fumo, meninas chupam mangas.
E pelas encostas de nossas Minas, com a poeira enganosa que faz barro da gota de lágrima da moça triste e salga as estradas vermelhas do interior, deito a cabeça sobre o colo macio da mulher amada.
Confusa loba do mar; menina do rio que tem medo de se afogar. Assim como deus e dois são cinco, somos dois astronautas sem ar.
- Carpem, carpem, carpem! – diria, em latim, o poeta social morto.
E é melhor morrer de leveza e encanto, vodka e vinho, ternura e amor, no abrigo de fontes da pátria – gentil e suave, com os braços abertos para uma liberdade, ainda que tardia, na sexagésima nona útil tentativa de sorrir sem culpa. Sem a mácula de dominar o jorro corrosivo do gozo. Sem a vergonha de vê-la entregue a este mundo amado, naturalmente gozoso.
Texto: Daniel Rubens Prado
Imagem: Autores desconhecidos.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
MAMA ÁFRICA


Mama África é demais.
Um bom feriado para todos.
Verão de 2008.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Minha música
Serginho Oly fazia seu som, acompanhado de uma ótima percussionista, porém, me pareceu, ainda jovem no pedaço. Conversei, comigo mesmo, sem parar. Parecia triste, alguma solidão. Nada certo. Trabalho, família, casa, tudo ok. Aí pensei nos amigos, e entalei.
A Luisa chegou depois de uma hora. Desentalei. Falamos, fumamos e a coisa me pareceu mais simples. Eu estava desenhando monstros em minha cabeça, quando na verdade tratava-se apenas de uns poucos cães famintos. Maravilha.
De repente, Augusto me aparece, para matar minha saudade. Ele está maior, eu juro. Talvez maturidade, talvez trabalho demais, talvez raça demais. Conversamos muito; o mar não está para peixe, digo, focas, digo jornalistas. Passaram por lá outras pessoas: Paula, Joana, Anemia e Izabella, Aline. Mas foi tudo rápido demais. De um boêmio falastrão para uma mesa cheia de vida, em minutos. É, eu não tinha do que reclamar. Finalizamos com um feijão lá em casa. Nada melhor para dormir bem, em tentativa de diminuir a ressaca do dia seguinte.
Mas uma coisa ficou na memória. Não sei bem o quê, talvez o cheiro do crepúsculo, anunciando a lua no Santa Tereza.

Enquanto estava sozinho, escrevi essas bobagens:
Com todas as notas tristes
Com todo amor e dor
Em meu jazz enxergo o caos
O frio e tortuoso caos
que me leva pra longe, sem rumo
Choro e canto um blues
Nas noites molhadas
de chuva e lágrima
Mas é para ele que dou
Todo calor e fúria
que se encontra em mim
é ao rock, baby, que digo 'sim'.
